Sexta, 19 de Outubro de 2018 |
Rendas voltam a subir em 2018

09:18 - 01/01/2018     397 visualizações ECONOMIA
Atualizado em: 03/01/2018
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Os anos passam, mas há perguntas que, como manda a tradição, se mantêm. Pelo menos no que toca ao binómio comprar vs arrendar casa:

um duelo de titãs longe de acabar. Comprar casa segue e soma pontos, não fosse este o melhor ano de sempre na venda de casas desde que há memória, ou melhor, desde de que há registos. O arrendamento também continua a dar que falar: não há oferta para tanta procura e os preços dispararam ao longo do ano. Melhores tempos virão? Talvez não. Os inquilinos já fazem contas à vida, tudo porque em 2018 as rendas... voltam a subir. 

E já é oficial: no próximo ano, as rendas das casas vão sofrer o maior aumento registado desde 2013. Trata-se de um aumento de 1,12%, segundo o coeficiente de atualização de renda do INE, para os contratos posteriores a 1990. Contas feitas, por 300 euros de renda, somam-se 3,90 euros. Por 600 euros de renda, aumentam-se 7,20 euros.

A atualização só pode ser feita de acordo com o que for determinado no contrato de arrendamento, havendo assim total liberdade para senhorios e inquilinos definirem a forma e a data em que as rendas são revistas. No caso das rendas antigas, que não tenham sido sujeitas a atualização, o aumento é aplicado em janeiro. O senhorio não é obrigado a atualizar o valor, mas se quiser fazê-lo terá de notificar o inquilino.

Ficam dispensadas deste aumento as rendas anteriores a 1990 que tiverem sido sujeitas ao mecanismo de atualização extraordinária previsto no Novo Regime de Arrendamento Urbano (NRAU) em vigor há cerca de cinco anos.

E se por acaso estiveres a pensar rescindir um contrato lembra-te que há regras a seguir. Inquilinos ou senhorios: este guia é para vocês.

Arrendar ou comprar? Um dilema sem fim à vista

Portugal continua a ser um país de proprietários? Continua. Um cenário alimentado pela subida dos preços das rendas – em muitos casos superiores ao valor das prestações mensais de um crédito à habitação –, mas também pela fuga de muitos senhorios para outros negócios, de que é exemplo o Alojamento Local (AL).

Comprar vs arrendar. Não há respostas fechadas, o que há são conselhos importantes que não deves esquecer na hora de tomares uma decisão: pesar os prós e contras. E para que a tomada de decisão seja mais fácil, será importante que tenhas todas as cartas em cima da mesa. Juntamos às cartas que já tens, mais uma: a modalidade de arrendamento com opção de compra. Ainda reúne poucos adeptos em Portugal, mas vale a pena perceber se é ou não uma boa solução.

Arrendar casa está difícil? Está. E para esta pergunta há mesmo resposta. Senão vejamos: em Portugal há cada vez menos casas no mercado de arrendamento tradicional, e as que existem estão a atingir preços incomportáveis. Mas ainda assistimos a um outro fenómeno este ano, o arrendamento partilhado, que assaltou as cidades de Lisboa e Porto: viver em camas arrendadas a preço de ouro.

Os preços elevados continuam a estar no centro de tudo. Estávamos a meio do ano quando o idealista/news noticiou o facto da maior parte dos senhorios preferir arrendar a casa por períodos inferiores a um ano, tudo para otimizar as taxas de ocupação. Boas notícias para o senhorios, más para os inquilinos, que veem a vida dificultada quando se trata de conseguir encontrar um contrato de arrendamento de longa duração e a preços acessíveis.

Quem também não escapou à euforia do mercado foram os estudantes. Arrendar quartos em Lisboa já era, no início do ano, 10% mais caro que em 2016. Os universitários vieram dizer que “os senhorios abusam nos preços” das casas em Lisboa, mas as dificuldades começaram a sentir-se um pouco por todo o país, com os preços a disparar em outras cidades.

Os investidores, entretanto, começaram a atacar o mercado das residências em Portugal, onde irão nascer 1.500 novos estúdios, direcionados, ainda assim, para um público específico e a preços que a maioria não será capaz de suportar. E quase a terminar o ano surgiram novidades para os estudantes – ou para os pais dos estudantes –, isto porque, de acordo com o Orçamento de Estado para 2018 (OE2018), o valor do arrendamento a estudantes deslocados até aos 25 anos deverá passar a ser incluído nas deduções de formação e educação em sede de IRS. 

 

A Nova Geração de Políticas de Habitação 

Mas as novidades não ficam por aqui. O Governo lançou o novo Programa de Arrendamento Acessível, que integra a Nova Geração de Políticas de Habitação, e que quer dar resposta aos problemas e dificuldades enfrentados pelas famílias portuguesas. Neste guia que preparámos poderás descobrir tudo o que vai mudar no mercado de arrendamento

Destaca-se o reforço do programa de arrendamento jovem Porta 65, que vai ter mais dinheiro no próximo ano, e que verá a idade máxima dos beneficiários alargada para os 35 anos (em alguns casos 37), com novas regras que vale pena relembrares. Mas as medidas de incentivo ao arrendamento não ficam por aqui. O Governo quer dar isenção fiscal a quem arrendar quartos a preços acessíveis, sendo que também haverá IRS mais baixo para proprietários em troca de contratos de arrendamento mais longos.

Por: Idealista

 
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