Segunda, 22 de Janeiro de 2018 |
«Aradismo» foi tema de debate nas Jornadas do Arade

17:27 - 15/03/2016     398 visualizações LAGOA
Imprimir
O Rio Arade tem de ter a força e a dinâmica que lhe deu o nome. E, para tal, juntou os responsáveis autárquicos de Lagoa, Portimão, Silves e Monchique que debateram o «Aradismo»

O Rio Arade, com 18 km de extensão, também conhecido pelos nomes de rio de Silves ou de Portimão, é a mais importante bacia hidrográfica totalmente algarvia, depois do Guadiana, fazendo parte da história de Portugal desde tempos imemoriais, nunca se lhe tendo dado a devida importância, pese, embora, o fato de em março/abril de 1986 ter sido discutido, entre os quatros Concelhos que banha, o “Plano Integrado do Rio Arade” (com o custo global orçado em 20 milhões de contos concedidos pela CEE através do FEDER e FEOGA)… que, se tivesse sido considerado, o transformaria num poderoso fator de polarização das atividades económicas locais e de progresso social das populações. Já se passaram 30 anos e o Plano não foi cumprido na sua totalidade, tendo sido dragada parte da bacia frente a Portimão, destruído o velho estaleiro e construído o novo, requalificado o porto bem como a ponte velha e construída a nova ponte.

Para que a história e a política se não esqueçam do “Plano Integrado do Rio Arade” decorreram, no passado fim de semana, no Museu de Portimão, as Jornadas do Arade, numa iniciativa da Associação Teia D´Impulsos. A Câmara de Lagoa esteve representada pelo seu Presidente Francisco Martins na tertúlia “À Conversa com os Presidentes de Câmara dos Municípios da Bacia do Arade” numa reedição de ato semelhante realizado em 2013, após o processo eleitoral autárquico, agora mais restrito, considerando apenas e só os Municípios de Lagoa, Portimão, Silves e Monchique com o objetivo da caraterização das suas Autarquias passados os dois anos de mandato e, acima de tudo, a interligação e parcerias possíveis em projetos comuns dos 4 Municípios, a que no debate se designou por “ARADISMO”.

O Presidente da CML, Francisco Martins, trouxe ao debate o fato de serem dois anos de arrumação da casa, do contato com a realidade que, por vezes, difere do que se pensa encontrar e, no caso de Lagoa, de pensar e projetar o futuro que irá para além do mandato que, como disse em 2013, seria para 10 anos, uma vez que quatro anos, na sua perspetiva, é pouco tempo para se fazer um trabalho consistente, tendo afirmado:

“… Neste momento temos um Concelho equilibrado financeiramente, que nos permite baixar o IMI e devolver, à população, parte do IRS. Estamos a lançar um conjunto de obras que irão valorizar as condições de vida dos lagoenses, entre as quais: levamos água à zona da Caramujeira, onde terminou os muitos anos de espera, avançámos com o apoio à natalidade, com a aposta na limpeza urbana através de uma prestação de serviços e a substituição de contentores por ilhas ecológicas, implementámos o orçamento participativo, já na terceira edição, estamos a promover os vinhos de Lagoa e ao mesmo tempo os da região algarvia através da presença com stand próprio em feiras de turismo BTL, Nantes, Berlim, Barcelona e Madrid, criámos uma nova marca para Lagoa, identificámos o ano de 2016 com o tema “A Nossa Gente a Nossa Identidade”, foi-nos atribuído para este ano o galardão de “Lagoa Cidade do Vinho 2016” e estamos a trabalhar num programa cultural à altura dos desafios colocados e que durante os 365 dias anime os residentes e visitantes do nosso Concelho num convite permanente a visitar Lagoa.

Mas é preocupação da minha Câmara, acima de tudo, a requalificação dos nossos espaços públicos, o estudo atento da mobilidade urbana, a revisão do Plano de Desenvolvimento Municipal, que fixe para um período de dez anos a evolução para um Concelho moderno e sustentado. Temos as nossas diretrizes internas tratadas, sabemos contudo que é necessário repensar o Algarve, no seu todo, e temos vindo a defender isso na AMAL, temos consciência da necessidade de dotar o Barlavento de uma voz forte, nomeadamente os municípios integrantes do “ARADISMO” de que somos defensores e estamos completamente disponíveis para cumprir o princípio da intermunicipalidade…”

De entre os vários assuntos tratados, o Arq. José Vieira (CML) falou sobre o Sítio das Fontes de Estômbar, sua história, recuperação e utilização atual, tendo apresentado um power point.

Foi uma jornada para repetir.

 

Por CM Lagoa

 
Newsletter
Preencha o campo para subscrever a newsletter
notícias mais lidas


 
 
CATEGORIAS
A VOZ DO ALGARVE
APOIO AO CLIENTE
Visite-nos