“O que aconteceu hoje é, a todos os títulos, lamentável. As autoridades portuguesas usaram os seus poderes policiais e coercivos para intimidar um representante do povo que tinha afirmado - e bem - que não continuaria a dar mais casas sociais para ciganos”, referiu.
Numa publicação na rede social X, André Ventura indicou que esse é o “programa político” do Chega e salientou que o partido é a “segunda maior força nacional” e tem “o dever de cumprir” aquilo que prometeu.
O Ministério Público (MP) confirmou hoje buscas na Câmara Municipal de Albufeira, no âmbito de um inquérito que se encontra em segredo de justiça, não adiantando mais pormenores sobre as suspeitas em causa.
“Confirma-se apenas a realização de buscas no âmbito de um inquérito dirigido pelo Ministério Público do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) Regional de Évora, o qual se encontra em segredo de justiça”, adiantou a Procuradoria-Geral da República, em resposta à Lusa.
A notícias das buscas na autarquia do Algarve, liderada por Rui Cristina, eleito pelo Chega nas últimas eleições autárquicas, foi inicialmente avançada pela CNN.
Em causa, segundo o canal, estão suspeitas de crimes de incitamento ao ódio e discriminação racial, que têm por base declarações do presidente da autarquia numa reunião da Assembleia Municipal, em novembro, nas quais afirma que não iria gastar dinheiro em habitações para a comunidade cigana.
Lusa


