Perante uma plateia atenta e participativa, a palestra propôs uma reflexão profunda sobre a idade como um conjunto de etapas de evolução, sabedoria e renovação interior e não como um número que limita.
Juventude como estado de consciência
Segundo a palestrante: “Ser jovem não depende somente da idade biológica, mas da forma como cuidamos do corpo, da mente, das emoções e da ligação à vida. Ser jovem não significa uma idade, mas sim um estado de consciência. Não é a idade que define a juventude… é a sua energia”. Foram abordados temas como autoestima, saúde emocional, propósito de vida, relações sociais, aprendizagem contínua, criatividade, espiritualidade e autocuidado. A juventude foi apresentada como uma atitude interna: a capacidade de sonhar, aprender, adaptar-se, rir, amar e recomeçar.
Objetivos claros: mais vida, mais anos com qualidade
A palestra teve como objetivos:
Promover uma visão positiva da vida ao longo dos anos;
Incentivar hábitos de vida saudáveis;
Reforçar a autoestima e o bem-estar emocional;
Valorizar a experiência de vida;
Despertar a motivação, alegria e sentido de propósito.
Desafios e perguntas que mexeram com a plateia
Desafiando os participantes, Ana Margarida lançou questões que geraram grande participação, nomeadamente: A idade biológica e a idade cronológica têm o mesmo significado? O que determina a juventude ou ser jovem? O que faz envelhecer? Abordando o mito da idade, a palestrante sublinhou: “A sociedade associa juventude à aparência, mas a verdadeira juventude está ligada à curiosidade, à capacidade de aprender, à flexibilidade emocional, à esperança e à aceitação da vida”.
Genes não são destino: o poder das emoções e dos pensamentos
Ana Margarida Carvalho foi ainda mais longe, explicando que: “Genes não são destino. Emoções, alimentação, ambiente e pensamentos influenciam a expressão genética. O stress envelhece. Amor, alegria e propósito regeneram”. Por isso, defendeu que devemos atuar ao nível celular, emocional e enérgico: “O corpo é um espelho do que pensamos, do que sentimos e de como vivemos. O corpo fala… mesmo quando não ouvimos. O stress provoca tensão, inflamação e fadiga. A tristeza causa falta de energia. A alegria produz leveza e vitalidade”.
O que acontece com o tempo… e o que podemos fazer
A terapeuta reconheceu os efeitos naturais da passagem do tempo: “Com o tempo, diminui a massa muscular, reduz a produção de colagénio, o metabolismo abranda, a inflamação pode aumentar e o corpo regenera mais lentamente. Isto não é destino, é tendência. O corpo adapta-se à forma como é tratado. O rejuvenescimento vem do equilíbrio interno: físico, emocional e energético". E partilhou regras simples mas profundas:
Corpo – “Cuidar do corpo é respeitar a vida”;
Mente – “Uma mente curiosa nunca envelhece”;
Emoções – “Guardar mágoas envelhece… libertar rejuvenesce”;
Espírito – “Ter propósito mantém-nos vivos”;
Relações – “O amor é rejuvenescimento puro”;
Energia – “Somos mais do que matéria”;
Consciência – “Presença é vida”.
Um momento de partilha e emoção coletiva
A finalizar, Ana Margarida convidou um dos presentes, Manuel Possolo Viegas, para ler a reflexão final, um texto que tocou profundamente a audiência: “Hoje, ao longo desta partilha, talvez tenha percebido algo muito importante: a juventude não é algo que se perde com o tempo. É algo que se abandona ou que se escolhe manter. Não é a idade que nos limita, são as crenças, os medos e as histórias que repetimos dentro de nós. Pode ter 30, 50, 70 ou 90 anos e continuar a sentir-se vivo e presente. Ser jovem é continuar a acreditar, é continuar a amar e continuar a sonhar… mesmo acima de tudo. Talvez o mais importante não seja quantos anos tem, mas sim quanto de si ainda está disponível para viver. Hoje pode ser o dia em que decide voltar a si. A idade soma anos de vida, mas a consciência acrescenta vida aos anos”. A reflexão terminou com todos em coro uníssono: “Eu escolho viver! Eu escolho sentir! Eu escolho ser jovem, todos os dias da minha vida!”.
Um final com música e felicidade partilhada
Como vem sendo hábito nas palestras de Ana Margarida Carvalho, a sessão terminou ao som do Hino da Felicidade, num ambiente de leveza, comunhão e renovação interior.
Jorge Matos Dias





