Os pagamentos estão a chegar aos contribuintes mais tarde que o esperado, por causa da pandemia, mas o Executivo diz querer acelerar o ritmo.

Os reembolsos do IRS começaram a chegar mais tarde este ano, por causa da pandemia da Covid-19. Entretanto, as devoluções retomaram o ritmo normal, e o Governo prevê efetuar todos os pagamentos até ao final de junho, mês em que termina o prazo legal para os contribuintes entregarem a declaração de rendimentos ao Fisco – mais precisamente, dia 30.

Apesar de não se querer comprometer com uma data específica, o ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, disse esta terça-feira, 2 de junho, no Parlamento, esperar que a liquidação do imposto junto dos contribuintes seja feita até ao fim de junho. "A nossa expectativa é que, durante o mês de junho, os reembolsos de IRS serão integralmente pagos", afirmou o ministro. "Não posso dar uma garantia de data, porque já aprendi a não me comprometer com datas", frisou ainda.

Em 2019 os reembolsos começaram a ser processados em menos de 10 dias depois do arranque da campanha, mas este ano, e por causa do contexto atual provocado pela pandemia, o Governo já tinha vindo dizer que não se comprometia com reembolsos rápidos. Este ano, o Fisco começou a processar os primeiros reembolsos 21 dias depois de ter arrancado o prazo da entrega da declaração.  Agora, e segundo as declarações do ministro, o ritmo de pagamentos já é similar ao de anos anteriores, e o Governo espera acelerar o processo.

De acordo com os dados enviados pelo Ministério das Finanças ao ECO, já foram liquidadas 2,5 milhões de declarações Modelo 3, das quais 1,5 milhões deram lugar a reembolsos. Destas, 1,2 milhões já viram processadas as devoluções do IRS correspondente. A campanha arrancou a 1 de abril de 2020 e até ao momento já foram apresentadas 4.175.798 declarações. Destas, cerca de 35% chegaram ao Fisco por via do IRS Automático e 65% de modo manual.

 

Por: Idealista