Os proveitos totais do alojamento turístico cresceram 5,3% até abril, em termos homólogos, para 1.607 milhões de euros, tendo as dormidas aumentado 1,0% para 20,7 milhões, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com as estatísticas rápidas da atividade turísticas publicadas pelo INE, nos primeiros quatro meses do ano, os proveitos de aposento (apenas referentes às dormidas) subiram 4,6%, somando 1.186,7 milhões de euros.

Considerando apenas o mês de abril, os hóspedes no setor do alojamento turístico aumentaram 2,4% para 2,9 milhões face ao mesmo mês de 2025, enquanto as dormidas subiram 0,6% para 7,2 milhões.

Estes resultados traduziram-se em 600,7 milhões de euros de proveitos totais e 453,1 milhões de euros de proveitos de aposento (+5,2% e +4,0%, respetivamente), o que representa um abrandamento face aos crescimentos de +6,1% e + 5,6% em março, pela mesma ordem.

A Grande Lisboa concentrou a maior parcela dos proveitos (30,8% dos proveitos totais e 32,5% dos proveitos de aposento), seguida do Algarve (22,8% e 21,2%) e do Norte (17,2% e 17,9%).

Os maiores aumentos verificaram-se no Alentejo (+10,6% nos proveitos totais e +7,7% nos de aposento), enquanto o Centro registou as maiores quebras (-8,3% e -8,9%).

Segundo o INE, em abril crescimento das dormidas foi sustentado exclusivamente pelo mercado externo, ainda que com um ligeiro abrandamento, tendo as dormidas de residentes continuado a decrescer, pelo segundo mês consecutivo.

Assim, as dormidas dos não residentes aumentaram 1,2% (+2,9% em março), atingindo 5,2 milhões, enquanto as dos residentes diminuíram 1,0% (após -3,1% em março), totalizando 2,0 milhões.

O INE ressalva que os resultados de abril “poderão ter sido influenciados pela estrutura móvel do calendário, nomeadamente pelos efeitos associados ao período da Páscoa”.

Entre os 10 principais mercados emissores em abril, o instituto estatístico destaca os mercados canadiano e o dos Países Baixos, com os maiores crescimentos (+12,0% e +9,9%, respetivamente).

Em contrapartida, o mercado italiano registou o decréscimo mais acentuado (-9,7%), o maior desde março de 2021.

Em abril, o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) fixou-se em 69,8 euros (+0,6%), enquanto o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 118,0 euros (+2,3%).

No quarto mês do ano, os maiores aumentos no número de dormidas continuaram a registar-se no Alentejo (+8,4%) e no Norte (+4,1%). Por sua vez, o Centro e os Açores registaram diminuições mais expressivas (-8,7% e -7,5%, respetivamente).

O Algarve (25,9%), a Grande Lisboa (24,6%) e o Norte (18,6%) concentraram, em conjunto, 69,2% do total de dormidas.

O INE detalha que as dormidas de residentes cresceram, sobretudo, no Alentejo (+9,7%) e na Madeira (+9,2%), enquanto os Açores e o Centro registaram os maiores decréscimos (-16,3% e -8,4%, pela mesma ordem).

Relativamente às dormidas de não residentes, os maiores aumentos continuaram a ocorrer no Alentejo (+6,1%) e no Norte (+5,2%), enquanto o maior decréscimo foi no Centro (-9,1%).

Em abril, a estada média foi de 2,46 noites, uma quebra de 1,8%, com os valores mais elevados a manterem-se na Madeira (4,19 noites) e no Algarve (3,60 noites). Estas regiões, a par dos Açores (3,04 noites), continuaram a apresentar estadas médias acima da média nacional.

Em abril, a taxa líquida de ocupação-cama fixou-se em 49,3%, menos 1,0 pontos percentuais (p.p.) face ao mesmo mês do ano anterior, enquanto a taxa líquida de ocupação-quarto se situou em 59,2%, registando um decréscimo de 1,0 p.p..

A Madeira (68,1%) e a Grande Lisboa (60,2%) apresentaram as taxas de ocupação-cama mais elevadas, tendo os valores mais baixos ocorrido no Centro (30,9%) e no Oeste e Vale do Tejo (34,5%).

Por sua vez, os Açores registaram o maior decréscimo neste indicador (-3,7 p.p.), seguidos pelo Centro (-3,0 p.p.), enquanto os únicos aumentos ocorreram no Alentejo (+2,5 p.p.) e no Norte (+0,5 p.p.).

 

Lusa