Segundo João Serrão, "vivemos na era do scroll infinito, imersos num estado de “Atrito Nulo”: a informação corre por nós sem nos tocar, tornando-nos superfícies polidas onde nada se fixa. É o avesso da resistência".
Nesta mostra, três jovens artistas recém-licenciadas pela Universidade do Algarve, Iara, Morgana e Sandra, reivindicam a arte como espaço de desaceleração face a essa velocidade que anestesia.
As suas obras afirmam-se como gestos de resistência. Ao interromperem o fluxo invisível do quotidiano, procuram criar permanência, devolver densidade à matéria e reativar a fricção, para que a arte volte a exercer um impacto verdadeiro. A exposição está aberta ao público até 5 de setembro, com visitas de terça a sábado, das 16h30 às 19h30 e das 20h00 às 23h00.
Jorge Matos Dias





