Taxas Euribor tiveram ligeira descida mensal em janeiro. Quem paga crédito com Euribor a 6 meses vai sentir aumento na prestação.

Já são conhecidas as taxas médias da Euribor de janeiro que têm impacto nos créditos habitação a taxa variável assinados em fevereiro de 2026. Foram sentidas ligeiras reduções mensais da Euribor para todos os prazos, mas sem grande impacto nas novas prestações da casa. Este comportamento da Euribor é explicado, sobretudo, pela expectativa de que o Banco Central Europeu (BCE) vai voltar a deixar os juros diretores inalterados na reunião de política monetária que se realiza esta quinta-feira, dia 5 de fevereiro.

As taxas Euribor têm vindo a estabilizar acima de 2% desde o verão do ano passado, altura em que o BCE decidiu pôr um fim aos sucessivos cortes das suas taxas de juro diretoras, deixando-as entre 2% e 2,4%. Desde então, o indexante tem reagido com ligeiras subidas mensais, uma tendência que foi interrompida em janeiro.

Desta vez, a expectativa generalizada dos mercados financeiros de que o regulador europeu liderado por Christine Lagarde vai voltar a deixar os juros inalterados na reunião desta quinta-feira, acabou por descer ligeiramente as taxas médias mensais da Euribor em janeiro de 2026, fixando-se nos seguintes valores: 

  • Euribor a 12 meses: fixou-se em 2,245% em janeiro de 2026, menos 0,022 pontos percentuais (p.p.) face a dezembro de 2025;
  • Euribor a 6 meses: média mensal desceu para 2,137% em janeiro, menos 0,002 p.p. do que no mês anterior;
  • Euribor a 3 meses: desceu para 2,028% em janeiro, uma queda mensal de 0,020 p.p.

Prestações da casa ficam praticamente estáveis em fevereiro de 2026

Esta ligeira descida das médias mensais da Euribor em janeiro de 2026 tem pouco impacto nas prestações da casa calculadas para os novos créditos habitação a taxa variável contratados em fevereiro deste ano. Aliás, no caso da Euribor a 6 meses não houve qualquer mudança nas prestações.

É isso que mostram as simulações do idealista/créditohabitação, que têm em conta um empréstimo da casa a taxa variável contratado em fevereiro de 2026 (que usa a média mensal da Euribor de janeiro) no valor de 150.000 euros, com spread 1% e prazo de 30 anos:

  • Euribor a 12 meses: a prestação da casa será de 652 euros nos doze meses começados em fevereiro de 2026, apenas menos dois euros face a um empréstimo contratado em janeiro;
  • Euribor a 6 meses: a prestação da casa a pagar em fevereiro e nos cinco meses seguintes será de 643 euros, exatamente o mesmo valor do mês anterior;
  • Euribor a 3 meses: a prestação da casa será de 634 euros nos primeiros três meses do contrato, menos dois euros do que no mês anterior.  

Prestações da casa revistas em fevereiro: como ficam?

Quem já está a pagar um crédito habitação a taxa variável (ou mista em período variável) poderá sentir aumentos ou descidas nas prestações revistas em fevereiro de 2026 consoante a taxa contratada. 

No caso da Euribor a 12 meses, a prestação da casa deverá baixar se for revista este mês, porque a taxa continua bem inferior face há um ano, quando se fixou em 2,525%. Também quem tem um crédito habitação indexado à Euribor a 3 meses deverá sentir um alívio, porque está ligeiramente mais baixa do que há um trimestre (2,034%)

Já no caso da Euribor a 6 meses, as famílias deverão sentir aumentos nas prestações da casa revistas em fevereiro, uma vez que esta taxa está hoje (2,137%) superior face à há observada há um semestre (2,055%).

Importa não esquecer que dimensão da variação da prestação da casa (em alta ou em baixa) depende também do montante em dívida, além do ano do contrato e condições do empréstimo.

Os dados do Banco de Portugal referentes a novembro indicam que a Euribor a 6 meses representava 38,6% do stock de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável. Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,84% e 25,17% desse mesmo stock, respetivamente.

 

Idealista News