O consumo das famílias recuperou no segundo trimestre, contrariando as previsões de abrandamento mais pessimistas. Apesar do cenário de incerteza trazido pela guerra no Irão e subida da inflação – pressionada pelos aumentos dos preços da energia - os gastos seguiram uma rota de crescimento.
A despesa das famílias na primeira metade deste ano ficou 3,5% acima da de igual período do ano passado, segundo cálculos do Negócios, com base em dados do PIB já detalhados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
De acordo com a publicação, o ritmo de crescimento do consumo das famílias mantém-se praticamente igual, ou pelo menos em linha com o ano passado. A evolução do consumo foi, contudo, distinta entre as várias categorias de despesa.
Enquanto os gastos das famílias em bens duradouros aceleraram, com uma subida de 7,8% na primeira metade do ano, face aos 6,7% registados no período homólogo, a despesa com alimentação abrandou, passando de um crescimento de 2,6% para 2%. Também os gastos com serviços e outros bens não duradouros registaram uma desaceleração, embora mais ligeira, de 3,7% para 3,4%.
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