A expressão de solidariedade alarga-se a todos os que combateram este incêndio – Bombeiros, restante Proteção Civil e Forças de Segurança. Uma palavra também para as autoridades locais e as associações e demais organizações que intervêm na freguesia afetadas pelo fogo.
Apagado o incêndio, o que se exige neste momento é a resposta imediata a situações de emergência com pessoas e animais, o levantamento de prejuízos em imóveis e explorações agrícolas, a mobilização para a ajuda e a necessária restituição da capacidade produtiva e a normalização das condições de vida e intervenção económica na área afetada.
A Comissão Concelhia de Loulé do PCP chama a atenção para a situação do corte da EN 2 na zona do Barranco do Velho, que já leva 1 ano de duração e sem obras à vista, em que nada ajudou as autoridades numa situação de emergência como a que se viveu. É urgente uma intervenção rápida na EN 2, que reponha a normal circulação nesta via emblemática nacional.
Sabendo que as condições para o desenvolvimento de incêndios rurais estão também ligadas a fatores climatéricos, não se pode deixar de assinalar, mais uma vez, que é sobretudo na desvalorização da atividade produtiva e da agricultura familiar, na insuficiência de medidas de reforço da prevenção de incêndios, no ataque às funções sociais do Estado, no encerramento e desvalorização de serviços públicos e que têm como consequência a desertificação e o abandono do território, que encontramos a razão principal para a potenciação da dimensão e consequências dos incêndios florestais.
São precisas políticas de desenvolvimento regional e agro-florestais diferentes. A freguesia do Ameixial e todo o interior algarvio não precisam de ser conhecidas pelas piores razões.
A Comissão Concelhia de Loulé do PCP


