O Município e o Conservatório de Música de Loulé - Francisco Rosado formalizaram um acordo para revitalizar a Ermida de SantAna e colocar Loulé na vanguarda do ensino artístico em Portugal, recuperando um instrumento com tradição histórica na cidade, a harpa.

Através do auto de cedência de utilização, este património cultural, que se encontra encerrado desde a pandemia, passará a ser a "casa" de um projeto cultural e pedagógico inovador: a criação de um curso de harpa de concerto, uma oferta formativa pioneira a sul do rio Tejo.

Ao mesmo tempo, pretende-se promover e diversificar a oferta cultural da cidade, neste espaço que será recuperado, garantindo que aqui fique instalada em permanência uma harpa, proporcionando um programa regular com concertos onde este instrumento será protagonista, mas também outras atividades.

As obras de requalificação e enquadramento da harpa não visam apenas o ensino, mas também a devolução deste património e de toda a beleza artística do seu interior à fruição por parte da comunidade e dos turistas.

Refira-se que a instalação da harpa na Ermida recupera uma tradição documental da cidade, que historicamente associava este instrumento e o órgão à Igreja Matriz, num período anterior aos terramotos.

Tal como o órgão que será “devolvido” à Matriz, também a aquisição da harpa passará pela Associação Musical de Loulé Clave de Sul, um parceiro deste projeto.

Este momento será o início de uma nova era para a Ermida de Sant’Ana, que passa agora de um espaço de culto histórico, mas desocupado a um polo de referência cultural e no ensino artístico especializado.

Refira-se que neste quarteirão onde se encontra a Ermida de Sant’Ana, o Palácio Gama Lobo (sede do “Loulé Criativo”) e o Solar da Música Nova, irá nascer um edifício de ampliação do Conservatório de Música de Loulé – Francisco Rosado, com projeto do Arquiteto Vítor Mestre.

 

CM Loulé